é isso que resta; um punhado de palavras desencontradas, um parágrafo de subtítulos repletos de sub-sentidos e mensagens criptografadas. resta a insensatez, a verbose. o neoligismo chulo que espreita cada sentimento inominado.
restam os desconhecidos tentando se entender de uma vez por todas. o aperto de mãos que deveria ser abraço. o abraço que queria ser beijo.
resta a despedida infame que não se completa e os olhos desatentos que não se cruzam nem por um segundo. e aos bandidos o sorriso.
eis que a hora chega e nada foi resolvido, nada está correto, não há verdade em lugar algum. há apenas a pureza e o amor mostrando-se cada vez mais fracos. e a boca trêmula.
e agora estamos divididos, destruídos e descrentes. separados pelos nossos próprios gigantes.
...e o pó.
e essa tormenta se expande. e então tudo deixa de ser suficiente. e eu largaria tudo e qualquer coisa por um pouco daqueles momentos de volta. e você não diz nada. e continua.
cala-se de uma vez por todas; e não importa o que eu diga, você só dirá que me ama e que não acredita que eu ame apenas a ti. porque você escolheu que era melhor amar sem mim do que me amar de uma vez por todas.
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