quinta-feira, janeiro 27, 2011

baderna à meia noite. (coração e facas no chão).

daquelas que entram sem silêncio, e expulsam todos do quarto, pulam na cama sorrindo com todos os dentes. e deitam, ainda sorrindo, felizes da vida, cabelos nos olhos e mãos no peito. meu peito. daquelas que beijam o rosto e tiram a roupa. que começam a cantar em uníssono e que dançam mais ainda.

[...]

encara o olhos em silêncio e sorri com o copo nos dentes. e segue o vento com seus vestidos folgados e os pés molhados, cobertos de terra. bicho do mato. está ébria demais, não percebe que não tem armadura, que não engana ninguém. está descoberta novamente. nua nos meus olhos.

[...]

e sentada ela segue, espia o mundo com os dedos abertos e olhos fechados. fala sobre a janela enquanto eu canto umnavio - ela não sabe. e ergue o peso do dia mais sofrido sem fazer a menor força. está úmida, recém saciada, se diverte com as doses de amor intenso e depois descansa pedindo por mais. quer ouvir o piano tocado com o corpo. e eu toco.

{morrem. o dia acaba.}


Um comentário:

Anônimo disse...

e a meia noite vira uma noite inteira, recheada de frases de efeito e de impossibilidades.