Olhe para você
Cultivando as rugas, não é?
Você pintou seu cabelo
Fez molduras pras fotos
Olhe pra si mesmo
Parando diante às lembranças
Desejando nunca ter mudado
Queria viver para sempre
Agora você se perdeu
Casou, teve filhos, um gato
Nunca amou de verdade, talvez
Mas olhe para você...
Diferentíssimo de mim
Sem butucas no seu copo
Sem sujeiras no carpete
Prestes a morrer ao lado do pó
Com certeza mais feliz
Do que eu possa imaginar.
quinta-feira, junho 07, 2007
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