sábado, abril 16, 2011

Lá, doce e lar.


Vértices e vértebras confundem-se. O abstrato se distrai. Tivemos mais tempo do que poderíamos desejar antes de sequer planejar algo que pudesse, ou não, fazer parte da nossa própria ilusão. E então? Findamos os dois desavisados das nossas próprias desgraças presentes no mesmo lugar. Não deveria ser apenas um cigarro. Nem mesmo um minuto. Não existe nada que dure apenas um ou outro. Por isso falamos sem parar, e quando paramos, ouvimos o mar, os sons das mãos tocando pés e braços sem cansar.


E a valsa. Quem poderá tirar de nós o que nós mesmos trouxemos? Ninguém, ele diz. Porque ama e é puro quando afirma que antes dela, não houve mais ninguém. Nem haverá.

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