terça-feira, março 02, 2010

delírio sexual inevitável nº 62.

veio como se nada quisesse e assim permaneceu. então atiçou os meus desejos, instigou minha vontade. e assim seguiu durante semanas, apenas mordendo pequenos pedaços. enfim, parou. sabia mais do que mostrava, falava menos do que queria, mas mordia sempre em pequenas proporções. e atiçou mais ainda. chegou perto demais e depois recuou. agora suas mordidas eram beijos e as marcas das unhas eram compensadas com carinhos à flor da pele. e eu não era mais ninguém; que não os restos de um pierrô desamparado. foi, e fim.

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