segunda-feira, junho 01, 2009

Você. Sim, você.

Você se tornou a gota de sangue que escorre dos meus dedos. Um vestígio de ódio podre que me faz vomitar só de sentir o cheiro. A tua presença se tornou inútil e insuportável. Você se tornou aquilo que eu mais odiava em mim: uma farsa. Agora veja quanta ironia, você aí morrendo, e eu tomando sorvete. PALMAS! Palmas para este espetáculo que é o seu sofrimento. Não implores o meu perdão, não te humilhes. Você se tornou reles, rato, escória. Tua sabedoria não passa de um monte de histórias que vivestes ao meu lado. Você se tornou livre. E a que preço? O preço de uma vida desperdiçada com sonhos e ilusões. Se bem soubesses o quanto quero você deitada do meu lado com tua cara em minhas mãos. Ah, se tu soubesses o que é o ódio que eu sinto da tua raça.

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