Fizemos do nosso amor uma coisa banal e desentendida.
Fizemos nossa rotina em cima de brigas e confusões.
Outrora, éramos tudo amor, sorrisos e bondades.
Hoje somos rancor, feridas e saudades.
Agora fique com esta carta de despedida
Pode guardar aonde quiser
Faça o que fizer, mas não se esqueça
Do amor que fizemos em cima de mentiras às avessas.
Não direi que fiz por bem, nem por mal.
Direi apenas o que fiz; como fiz.
E no papel, as letras mal desenhadas dirão
Que nem em mil anos alguém te amará como este ladrão.
quarta-feira, setembro 17, 2008
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