quinta-feira, abril 10, 2008

Dos males...

O pior.
O amor, o sentimento mais puro, dito, impossível de acontecer duas vezes, não é tão impossível. Mas com certeza é, dos males, o pior.

Um grito se ouvia há tempos dos altos do Olimpo. Eram os dias de festa que chegavam mais perto dos pobres e traziam a alegria aos rostos dos miseráveis, das moças e dos cães. Foi quando tudo se calou que o mundo parou para observar o que do alto do palácio dos deuses se sucedia àquela tarde de sol. Um evoé! Um dos altos, sim... Aquilo era inconfundível. Mas não era um daqueles gritos vindo das orgias, consequência do prazer, não. Era um grito de prazer triste, estremecedor, desencorajador. Como se fosse o último grito da vida de alguém. E era alguém forte, com certeza, pois um grito que vinha do Olimpo não era só um grito, mas um trovejo nos céus que lhes era sustentado sobre vossas cabeças, pobres irmãos. Deu-se o caso de procurarem a causa, tamanha que foi a curiosidade do besta, do grito do Deus Dionísio... Homem de festas, de orgias, de bacanais intermináveis e bebedeira convidativa. Aqueles que foram, e nunca voltaram, mandaram avisar, por meio dos pássaros que o vinho não havia acabado, nem o céu desabado, de fato, não era possível, mas que não se sabe a verdade sobre quem é que se fez de fato, daquele Deus, ó Deus mais abestalhado... dos seus amores, o mais amado.

2 comentários:

Anônimo disse...

Evoé!
Oi, é a descrição do nascimento de Eros?

Anônimo disse...

ok