quarta-feira, janeiro 09, 2008

Tiros ao meio dia.

- É o seguinte: O carro de reabastecimento chega às 11:45...
- Reabastecimento? Isso é um banco, não um posto de gasolina!
- Posso terminar?
- Sim.
- O carro chega às 11:45, dele sairão 5 guardas, sendo que um deles está com o nosso prêmio nas mãos. A operação não pode durar mais de 5 minutos. Vamos precisar de cinco homens armados, uma mulher grávida, dois carros, três atiradores de elite que estão posicionados 5º e no 6º andar dos edifícios da frente e da lateral, respectivamente. Lembrem-se; temos pouco tempo e apenas uma chance.
- Sim senhor.

Parecia um plano perfeito. O Sapo e o Humberto iam ficar no quinto andar do prédio em frente ao banco. Aliás, o Humberto ia mesmo ficar no prédio da esquina, no sexto andar. Tudo foi bem planejado durante um ano. Aluguei uma casa na Avenida mais movimentada da cidade para que pudesse observar o dia-a-dia dos bancos e seus carros-fortes. Depois de escolhido o alvo, Aluguei uma casa no prédio em frente e outra no prédio da esquina. Essas, como eu disse, eram as posições dos meus atiradores de elite. Eles tinham consigo uma daquelas armas com uma super-mira-biônica e um calibre suficiente para matar um mamute com apenas um tiro.

O plano, de fato era bem simples. Dentro do banco estariam três pessoas disfarçadas, entre elas uma mulher supostamente grávida (claro que é bem difícil ficar grávida de um travesseiro e parir um fuzil durante um assalto, mas...). Esta serviria como distração para os seguranças do banco que ao acudirem-na não poderiam ser úteis à resistência das vítimas do carro-forte. Os outros dois rapazes estariam armados, cada um com uma submetralhadora - daquelas pequenas, sabe? É... Que disparam várias balas num segundo – envoltas em plástico-bolha. O interessante a respeito disso é que armas envoltas em plástico-bolha passam facilmente por detectores de metal sem serem notadas. Depois disso, era só ir ao banheiro e desembrulhar o presente (sem trocadilhos) antes que o alvo chegasse ao local, e esperar. Esses rapazes tomariam de assalto os dois guardiões do prêmio, enquanto a mulher grávida sentia contrações e dores do parto (ou seja, liquidava com os seguranças do banco e abordava o portador do prêmio). Bem simples.

Depois de efetuada a primeira parte do plano, agora era só sair pela porta da frente e cuidar e fugir. Graças ao avançadíssimo sistema de segurança do prédio, as portas giratórias eram travadas em casos de assalto, assim ninguém sairia ou entraria no prédio durante o evento. Os vidros blindados serviram para impedir que os soldados do carro-forte tentassem entrar à força no prédio. E mesmo que isso ocorresse; Sapo e Humberto já teriam cuidado deles há algum tempo.

] continua [

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