quarta-feira, agosto 29, 2007

Espaços e recortes.

Entre os carros e os prédios de papel
Uma palavra de consolo para alguém que não quer mais
Respirar este ar imundo.
Entre os dias da semana que engolem a sua vida
E os espinhos enfiados no seu peito...
Um coração que ainda sofre sem sangrar.

A tua voz não tem sentido para quem não sabe ouvir
que me dera encontrar algum remédio pra dormir
e esquecer os compromissos que eu tenho de manhã
e ficar aqui deitado para todo o sempre...

Antes que os bois venham me buscar
e me servir no almoço ou no jantar.

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