
Eu congelo a cada brisa mais forte que o sopro de vida no meu peito. Vejo os cômodos da casa ficarem menores a cada piscadela que eu dê, isso me angustia muito. Vejo que o tempo não passa, que as horas congelam e que o amor, ah, o amor, o amor acaba.
Sinto saudades de ser como antes, sem gostar de ninguém, sem ficar confuso, sem mentir.
Agora tudo que eu faço culmina em refletir sobre e arrepender-se. Isso, claro, quando eu não fico remoendo os neurônios por não ter feito nada.
Queria ter impedido tudo isso de acontecer. Queria ter beijado-a quando tive a chance. Queria não ter quer conhecer quem conheci, queria mesmo. Queria não me apaixonar. Queria morrer.
O frio passa por uns instantes, mas o pesadelo não acaba.
(foto por eu mesmo)
Um comentário:
ufa, ainda bem que eu não tô apaixonada.
várias confusões a menos na vida poupam um tempo incrível.
mas quem é que sabe viver sem essa chama dentro do peito? quem sabe, depois de ter experimentado?
por enquanto, tá tudo certo. :)
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