
Pôr do Sol em Jacobina.
Segunda feira, primeiro de janeiro de 2007.
Acordei com o barulho dos fogos estourando em meus ouvidos, gritos histéricos dentro de casa, pessoas se abraçando e fazendo votos que certamente serão apenas votos. Uma cousa me intriga... Vale mesmo à pena ficar contando segundos para ver fogos estragarem os céus? E vale a pena desejar que tudo melhore sem mover um dedo para fazê-lo? Quero dizer... Revendo meus atos durante esse ano eu percebi que tudo, mas tudo mesmo, tende à ser igual em algum momento. Desde as mancadas até as glórias.
As pessoas gostam mesmo de festa, tudo é festa neste país, o que deve ser bom... Eu acho. Quero dizer, há uns cinco dias todo mundo estava horrorizado com as cenas de violência no Rio de Janeiro, com as catástrofes ao redor do mundo, o enforcamento do Saddam, grande Saddam... E agora estão todos (e mais alguns) reunidos no Farol da Barra, em Copacabana e sei lá onde mais...
Mães dizendo aos seus filhos para que tomem juízo (sem dizer onde que vende essa bebida tão recomendada), filhos prometendo agir melhor do que o ano que acaba de passar... Todo mundo mentindo.
Feliz ânus novo, gente.
(...)
Acordei com o barulho dos fogos estourando em meus ouvidos, cachorros latiam assustados, os pássaros já não cantam a essa hora... Meus passos ficam lentos e vazios, tudo que eu tento é achar sentido em cada lacuna que eles não preenchem. Meus olhos incham e eu não consigo mais pensar em nada... Aliás, eu penso em um bocado de cousas, que preferia não saber que existem.
Fim de transmissão.
Ps: Alguém sabe onde se consegue um box de DVDS da série NIP/TUCK? a-há.
2 comentários:
Não sei.
Acho que o ser humano supervaloriza demais essa passagem de um ano pra outro, só porque é outro ano. E só porque tem 365 dias.
Bom... é assim e ninguém muda.
(L)(L)(>)(>)(LO)(L)
ficou legal o final
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